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IAHPC Fact Sheet Series

IAHPC gratefully acknowledges the support by the AMARA group and by Dr. Isabel Neto from Portugal in doing this translation.

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Fact Sheet 4

Introdução

Uma equipa de suporte hospitalar de Cuidados Paliativos pode levar os benefícios deste tipo de cuidados aos doentes dos hospitais gerais que não possuem uma unidade internamento de Cuidados Paliativos própria. Não deve considerar-se que essa equipa substitui uma tal unidade, mas pode e deve “valer por si”, tendo vários aspectos positivos a seu favor.

Essas equipas têm recebido diferentes denominações, entre as quais “equipa de alívio dos sintomas”, “equipa de Cuidados Paliativos”, “equipa de apoio”, “equipa de cuidados continuados”, “equipa de cuidados auxiliares”. Recomenda-se vivamente a utilização do termo “equipa hospitalar de Cuidados Paliativos”.

Membros da equipa

A equipa é normalmente constituída por um médico muito experiente em matéria de Cuidados Paliativos e um ou mais enfermeiros igualmente experientes neste domínio, todos eles a tempo inteiro, de preferência. O recurso a assistentes sociais, assistentes religiosos e fisioterapeutas a tempo parcial é muito útil, mas não essencial. Essencial é um apoio administrativo adequado, bem como espaço próprio e equipamento de escritório.

Funcionamento da equipa

A equipa não tem camas próprias, mas visita os doentes a pedido dos seus médicos assistentes e enfermeiros, em qualquer enfermaria do hospital, sempre que o aconselhamento sobre Cuidados Paliativos seja considerado necessário. Os pedidos de aconselhamento e ajuda profissional podem ter muitos motivos, que vão desde a dor a sintomas difíceis de atenuar e a problemas psicossociais ou espirituais, podendo incluir também a intermediação nas relações com os familiares, o planeamento da alta ou a formulação de pareceres sobre questões éticas complexas.

Os membros da equipa trabalham sempre em conjunto, visitam o doente, estudam o seu processo, entrevistam colegas de profissão e/ou sugerem medidas adequadas. Normalmente, revisitam o doente sempre que necessário para se certificarem de que as suas recomendações estão a produzir o efeito desejado. Simultaneamente, apoiam os colegas mais jovens e menos experientes, que estão a aprender com a equipa e a sua filosofia. Quando o tempo o permite, os membros da equipa orientam os colegas de profissão a respeito dos Cuidados Paliativos a ministrar aos seus doentes. Os médicos orientam os médicos mais jovens e os enfermeiros os seus colegas menos experientes.

Em cada caso, deve ser decidido que médico tem a responsabilidade máxima pelo doente: aquele que fez o encaminhamento ou o médico da equipa de Cuidados Paliativos. Normalmente, o primeiro continuará a prescrever os exames e a passar as receitas.

Vantagens destas equipas

Os doentes têm a possibilidade de permanecer em unidades a que já estão habituados, cujo pessoal conhecem e onde as suas famílias se sentem à vontade. O pessoal dessas unidades pode aprender muito com a equipa de Cuidados Paliativos, não só sobre os princípios que norteiam estes últimos, mas também a respeito dos seus próprios sentimentos e receios, o trabalho em equipa e o apoio profissional.
É fácil obter conselhos de uma tal equipa, sem os atrasos que por vezes se verificam, quando se recorre a especialistas externos. É fácil efectuar exames de diagnóstico essenciais e obter conselhos de especialistas próximos, se a equipa os solicitar.

Desvantagens destas equipas

É difícil prestar Cuidados Paliativos de maior complexidade numa enfermaria ou unidade em que a maior parte dos médicos, enfermeiros e outros profissionais não está a eles acostumada, ou não os presta de forma sistemática. Inversamente, numa unidade de Cuidados Paliativos onde todos os membros do pessoal têm os mesmos objectivos, os regimes de tratamento são mais facilmente executados.

As consultas e as aulas práticas dadas pela equipa têm de ser integradas em rotinas mais destinadas ao tratamento de situações agudas do que aos Cuidados Paliativos.

Os médicos que fazem o encaminhamento podem considerar que os doentes entregues à equipa hospitalar de Cuidados Paliativos são menos importantes do que os outros e menos necessitados das suas competências diferenciadas. Podem recorrer ao encaminhamento para acelerar a transferência do doente para um centro de Cuidados Paliativos ou para não ter de o confrontar, ou aos seus familiares, com notícias e decisões dolorosas.

Constituição das equipas

Se fôr possível contratar os elementos adequados para a equipa, a constituição desta pode ser uma etapa extremamente importante na introdução dos Cuidados Paliativos num grande hospital para casos agudos.

Os encaminhamentos iniciam-se lentamente, mas vão aumentando à medida que cresce a confiança na equipa. No final do primeiro ano, é geralmente possível demonstrar quatro coisas:

  • o controlo da dor e dos sintomas é alcançado de forma mais satisfatória pela equipa de Cuidados Paliativos do que pela maioria do restante pessoal;
  • o número de doentes que podem regressar ao domicílio nas fases terminais da doença é maior do que seria de esperar normalmente;
  • o pessoal aprecia a possibilidade de discutir questões éticas com colegas informados;
  • o pessoal mais jovem aprende claramente através do contacto com a equipa.

Os gestores hospitalares podem questionar a necessidade de contratar mais profissionais, mas reconhecem que a opinião pública está sensibilizada e preocupada com o sofrimento não suavizado e são sensíveis às vantagens da antecipação das altas e ao facto de não terem de financiar camas adicionais.

Colaboração com outros prestadores de Cuidados Paliativos

A presença de uma equipa hospitalar de Cuidados Paliativos não exclui a constituição de uma unidade de internamento de Cuidados Paliativos permanente, ou de uma unidade especializada num hospital geral, se a sua necessidade tiver sido demonstrada. Os doentes são facilmente transferidos de uma unidade para outra e de novo para casa. Os membros mais experientes da equipa trabalham, por vezes, em ambas as unidades. Não existe conflito nem concorrência.

IAHPC gratefully acknowledges the support by the AMARA group
and by Dr. Isabel Neto from Portugal in doing this translation.

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